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Lúpus: Sintomas, Diagnóstico e Tratamento

O Lúpus (LES: Lúpus Eritematoso Sistêmico) é uma doença inflamatória crônica de origem autoimune. Autoimune significa que o sistema imunológico não é capaz de diferenciar os agentes nocivos como vírus, bactérias e germes, dos tecidos saudáveis do corpo, criando autoanticorpos que atacam e destroem o tecido saudável.

Esses autoanticorpos causam inflamação e dor e podem danificar praticamente qualquer parte do corpo, incluindo pele, coração, pulmões, rins e cérebro.

São reconhecidos dois tipos principais de lúpus:

Cutâneo: que se manifesta apenas com manchas na pele (geralmente avermelhadas ou eritematosas e daí o nome lúpus eritematoso), principalmente nas áreas que ficam expostas à luz solar (rosto, orelhas, colo (“V” do decote) e nos braços).

Sistêmico: no qual um ou mais órgãos internos são acometidos.

Mulher com sinais vermelhos na pele Lúpus_

Sintomas do Lúpus:

– Lesões de pele: as mais características ocorrem nas maçãs do rosto e dorso do nariz;
– Dor e inchaço, principalmente nas articulações das mãos;
– Alterações no sangue podem ocorrer em mais da metade dos casos: anemia, leucopenia, linfopenia ou plaquetopenia;
– Inflamação de pleura ou pericárdio (membranas que recobrem o pulmão e coração);
– Inflamação no rim;
– Menos frequentemente observam-se inflamações no cérebro, causando convulsões, alterações do comportamento (psicose) ou do nível de consciência e até queixas sugestivas de comprometimento de nervos periféricos;
– Inflamações de pequenos vasos (vasculites) podem causar lesões avermelhadas e dolorosas em palma de mãos, planta de pés, no céu da boca ou em membros;
– Queixas de febre sem ter infecção, emagrecimento e fraqueza são comuns quando a doença está ativa;
– Manifestações nos olhos, aumento do fígado, baço e gânglios também podem ocorrer na fase ativa da doença.

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Diagnóstico e tratamento do Lúpus

O diagnóstico deve ser feito pelo conjunto de alterações clínicas e laboratoriais, e não pela presença de apenas um exame ou uma manifestação clínica isoladamente.

Em geral é realizado pelo reumatologista através de uma série de exames laboratoriais, como o teste de anticorpos antinucleares (FAN), anticorpos anti-DNA dupla fita, anticorpos anti-Smith (SM) e anticorpos antifosfolípides, por exemplo. Todos eles podem ser realizados pelo Laboratório São Lázaro.

Além disso, o médico também pode solicitar exames de sangue, exames de urina e exames de alguns órgãos para descartar outros problemas que possam causar sintomas semelhantes.

O tratamento do LES depende da manifestação apresentada por cada um dos pacientes, portanto, é individualizado. Seu objetivo é permitir o controle da atividade da doença, a minimização dos efeitos colaterais dos medicamentos e uma boa qualidade de vida aos seus portadores.

Apesar de não existir um tratamento capaz de curar o lúpus, o médico pode indicar o uso de alguns remédios que ajudam a aliviar os sintomas durante os períodos de crise, podendo ser recomendado:

  1. Anti-inflamatórios
  2. Antimaláricos
  3. Corticoides
  4. Imunossupressores,

Além disso, é ainda importante ter sempre alguns cuidados para aliviar os sintomas, como passar protetor solar diariamente e ter hábitos de vida saudáveis.

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Prevenção

Evitar fatores que levem ao desencadeamento da atividade do lúpus, como o sol e outras formas de radiação ultravioleta; tratar as infecções; evitar o uso de estrógenos e de outras drogas; evitar a gravidez em fase ativa da doença e evitar o estresse são algumas condutas que os pacientes devem observar, na medida do possível.

ATENÇÃO: As informações disponíveis no Blog do Laboratório São Lázaro possuem apenas caráter educativo. Caso sinta quaisquer sintomas desta, ou de outras enfermidades, procure ajuda médica.

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Fontes:

Ministério da Saúde
Sociedade Brasileira de Reumatologia
World Lupus Federation

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